O primeiro desafio é o solo com presença de rocha que caracteriza boa parte dos lotes do condomínio. Terreno rochoso limita onde e como o sumidouro pode ser instalado, e em alguns lotes a capacidade de infiltração natural do solo é menor do que em terreno de terra mais profunda, o que pode exigir esgotamento em intervalo mais curto do que em condomínios de solo convencional.
O segundo é a proximidade da represa Jaguari. A destinação do resíduo retirado por sucção precisa seguir trâmite documentado, com destino a unidade licenciada — exigência que ganha peso adicional pela combinação de solo raso sobre rocha com proximidade de manancial, já que a capacidade de filtragem natural do solo é menor nesse tipo de terreno.
O terceiro é o acesso do caminhão de sucção em lote com afloramento rochoso. Nem todo ponto do condomínio tem caminho plano até a fossa, e trechos com rocha aparente podem limitar onde o equipamento consegue se posicionar — verificar esse acesso com antecedência evita contratempo no dia agendado.
O quarto ponto é a variação de profundidade da rocha entre lotes vizinhos, mesmo dentro do mesmo condomínio: alguns pontos do Portal das Pedras têm afloramento mais raso, próximo à superfície, enquanto outros têm solo mais profundo antes de encontrar rocha firme. Essa variação explica por que duas casas vizinhas podem ter comportamentos bem diferentes do sistema individual, mesmo com uso doméstico parecido.
Um quinto ponto é que, em alguns lotes do Portal das Pedras, a própria construção da casa já precisou se adaptar ao relevo rochoso — fundações e caixas de inspeção posicionadas de forma não padronizada em relação à média da região. Isso reforça por que a avaliação de um sistema aqui raramente segue um roteiro genérico: cada lote tende a ter uma configuração ligeiramente distinta da do vizinho.