O primeiro desafio é o relevo de serra da região do Paiquerê. Ruas internas com declive e curvas fechadas, típicas de condomínio construído em encosta, pedem manobra cuidadosa do caminhão de sucção, e o ponto de acesso até a fossa de cada unidade precisa ser verificado com antecedência para evitar contratempo no dia do serviço.
O segundo é a proximidade da represa Jaguari, manancial que abastece parte da Grande São Paulo. Essa proximidade eleva a importância da destinação correta do resíduo de fossa: precisa seguir trâmite documentado, com destino a unidade licenciada, já que qualquer despejo irregular na região da serra tem potencial de atingir cursos d'água que alimentam a represa.
O terceiro é a saturação do solo em época de chuva, mais acentuada em terreno de encosta próximo a manancial. Entre outubro e março, quando a chuva é mais intensa na região, o lençol freático sobe e reduz a capacidade de absorção dos sumidouros, o que pode ser confundido com entupimento quando na verdade é o sistema de infiltração perdendo eficiência sazonal.
O quarto ponto é a distância entre o Reserva do Paiquerê e a área mais urbanizada de Piracaia, que em alguns lotes se traduz em ramal de tubulação mais longo até a fossa, situação parecida com a de outros condomínios de serra da região. Combinado ao relevo já mencionado, isso reforça a importância de descrever com precisão onde na propriedade o sintoma aparece, já que o percurso até a fossa pode ter mais de um trecho de caimento distinto.
Um quinto ponto é a combinação entre o relevo da serra do Paiquerê e a vegetação nativa que acompanha boa parte do entorno dos lotes: em trechos onde mata e encosta se somam, o solo tende a reter mais umidade por mais tempo depois da chuva, o que pode alongar o período em que o sumidouro trabalha com capacidade reduzida, mesmo depois que a chuva já parou há alguns dias.