O primeiro desafio é o que acontece com a tubulação depois de meses sem uso nenhum. Diferente de uma casa de fim de semana, que ao menos tem uso semanal, uma casa de temporada no Mirante do Cachoeira pode ficar fechada por dois, três meses entre uma visita e outra. Nesse intervalo, além do sifão ressecar por completo, resíduo residual que ficou na tubulação antes do fechamento pode secar e endurecer, criando um ponto de resistência que só se manifesta quando a água volta a correr.
O segundo é que a fossa também fica parada durante esse período, sem receber uso, o que não é o mesmo que estar em repouso saudável: em alguns casos, sem entrada regular de material orgânico, o equilíbrio biológico do sistema se altera, e a retomada do uso intenso num fim de semana de reabertura pode gerar um comportamento diferente do que a casa apresentava antes do fechamento prolongado.
O terceiro é a proximidade da represa Jaguari. Mesmo numa casa de uso raro, quando chega o momento de esgotar a fossa, o resíduo retirado segue as mesmas exigências de qualquer outra unidade da região: documentação de transporte e destino em unidade licenciada, porque a água que escoa dali integra a bacia que alimenta parte do abastecimento da Grande São Paulo.
O quarto ponto é que o desnível do terreno em relação ao curso d'água próximo também importa nesse tipo de uso intermitente: unidades mais próximas da água tendem a ter solo com umidade residual maior mesmo depois de meses secos, o que pode alterar levemente o comportamento esperado do sumidouro na reabertura da casa em comparação com uma casa que fica mais afastada do curso d'água.