O primeiro desafio é a proximidade do espelho d'água que dá nome ao condomínio. Lotes próximos a corpos d'água internos costumam ter lençol freático mais raso, o que reduz naturalmente a capacidade de absorção do solo ao redor de fossas e sumidouros — mesmo fora da época de chuva mais intensa, essas unidades tendem a precisar de atenção mais frequente do que casas afastadas da água.
O segundo é estar dentro de área de proteção de manancial. A destinação do resíduo retirado por sucção não pode seguir para qualquer destino: precisa ir a unidade licenciada, com transporte documentado. Essa exigência ganha peso adicional pela proximidade do próprio lago interno do condomínio — qualquer contaminação ali afetaria diretamente a área comum e o entorno.
O terceiro é a oscilação do nível do lençol freático com a chuva, mais perceptível em lotes de borda d'água. Entre outubro e março, quando a chuva é mais intensa na região serrana de Mairiporã, o solo ao redor do lago tende a saturar antes do restante do condomínio, o que pode antecipar o sintoma de sumidouro lento nas casas mais próximas à margem.
O quarto ponto é a qualidade da água do lençol freático próximo ao lago, que em lote de borda costuma ter nível mais alto o ano todo, não só na chuva. Isso significa que, mesmo numa vistoria feita na seca, o solo ao redor da fossa dessas unidades pode já estar parcialmente saturado — um fator que o prestador parceiro considera ao avaliar se o sistema individual está funcionando dentro do esperado ou já precisa de esgotamento antecipado.
Um quinto ponto é a diferença entre lotes de fundo e lotes de frente para o lago dentro do mesmo condomínio: os de fundo, mais afastados da água, tendem a ter comportamento de sumidouro mais parecido com o padrão comum da região serrana, enquanto os de frente concentram as particularidades relacionadas ao lençol freático elevado — por isso a posição exata do lote em relação ao espelho d'água é sempre parte da avaliação inicial.