O primeiro desafio é o descompasso entre dimensionamento e pico de uso. Um sistema de fossa e sumidouro é projetado para uma quantidade estimada de moradores, geralmente a família que reside no imóvel. Quando um feriado de quatro dias reúne filhos, netos e visitas na mesma casa, o volume de esgoto gerado pode dobrar ou triplicar num intervalo curto, e é justamente nesse pico concentrado que o sistema individual mostra sinal de saturação — não porque está com defeito, mas porque a demanda temporária ultrapassou a capacidade para a qual foi calculado.
O segundo é que a agenda dos prestadores parceiros também fica mais concorrida perto de feriado, o que é natural numa região onde boa parte das casas tem o mesmo padrão de uso sazonal. Isso significa que pedir a avaliação com alguma antecedência — e não no dia anterior ao feriado — aumenta a chance real de conseguir o horário desejado, em vez de disputar vaga com todo o condomínio ao mesmo tempo.
O terceiro desafio, ligado ao segundo, é a caixa de gordura em cozinhas com área gourmet, comum em casas maiores da Estância da Serra que recebem família grande em datas comemorativas. O volume de churrasco, fritura e lavagem de louça concentrado num fim de semana carrega mais gordura para a rede do que o uso cotidiano, e quando essa caixa não é limpa com regularidade, o excesso pode se somar à sobrecarga geral do sistema exatamente no momento de maior movimento.
O quarto ponto é o acesso do caminhão em unidades no relevo mais alto do condomínio: mesmo fora de feriado, ruas internas com declive e curva fechada pedem manobra cuidadosa, e num dia de grande movimento — quando vários caminhões de fornecedores e visitantes também circulam pelo condomínio — o tempo de deslocamento interno até a fossa tende a ser maior do que num dia comum.