O primeiro desafio é o ciclo de casa fechada durante a semana e cheia no fim de semana. Esse vaivém constante tem efeito duplo: de um lado, o selo de água dos sifões resseca durante os dias sem uso, o que costuma gerar reclamação de odor logo na sexta-feira à noite; de outro, o uso concentrado do sábado e domingo — banho de várias pessoas, máquina de lavar, cozinha em atividade o dia inteiro — testa o sistema de forma muito mais intensa do que um dia comum de semana faria.
O segundo é a caixa de gordura, ponto que ganha relevância em casas com cozinha usada de forma intensa em poucos dias por semana. Um almoço de domingo com fritura e louça acumulada gera, em poucas horas, um volume de gordura que levaria dias para se acumular numa rotina de uso diário mais distribuído. Sem limpeza periódica, esse acúmulo concentrado tende a comprometer o escoamento mais rápido do que se imagina.
O terceiro é a exigência de documentação de transporte sobre qualquer resíduo retirado do sistema individual. A Reserva das Hortênsias está dentro do perímetro de proteção de manancial da Cantareira, e isso significa que o prestador parceiro precisa apresentar o Manifesto de Transporte de Resíduos referente ao material retirado — um documento que comprova para onde o resíduo foi, e não apenas que ele foi retirado da propriedade.
O quarto ponto envolve a vegetação nativa preservada que cerca boa parte dos lotes do condomínio: raízes de árvore em busca de umidade podem se infiltrar em pequenas fissuras da tubulação mais antiga ao longo dos anos, um processo lento que costuma se manifestar como vazão cada vez pior a cada fim de semana, e não como bloqueio súbito.