O primeiro desafio é a posição elevada dos lotes, característica que dá nome ao condomínio. Casas situadas em pontos mais altos, voltadas para a vista da represa Atibainha, costumam ter caimento de tubulação mais acentuado até o sistema de fossa, o que em geral favorece o escoamento, mas também exige que o sumidouro esteja bem dimensionado para a vazão que recebe. Já lotes em posição intermediária podem receber influência de água que escoa das unidades mais altas em dias de chuva mais intensa.
O segundo, decorrente da proximidade com a represa, é a atenção redobrada com a destinação do resíduo de fossa. Por integrar área próxima a manancial do sistema Cantareira, o esgotamento por sucção realizado no condomínio segue documentação de transporte, com destino a unidade licenciada — cuidado que ganha peso adicional pela localização do Mirante do Atibaia, voltada justamente para esse corpo d'água.
O terceiro, comum à zona rural de Bom Jesus dos Perdões fora do núcleo urbano, é que o sistema individual de fossa é a regra. A cobertura de saneamento público da cidade não alcança essa área elevada e rural, e cada unidade depende de fossa séptica e sumidouro próprios, com o esgotamento por sucção fazendo parte da manutenção regular da casa.
Com esse conjunto de fatores em mente, a desentupidora que atende o Residencial Mirante do Atibaia trata cada chamado considerando a posição do lote no relevo: um pedido de desentupimento em unidade intermediária pode ter relação com água escoando de cima, enquanto o mesmo chamado num lote mais alto tende a ter causa mais isolada. Já o esgotamento de fossa segue sempre a mesma exigência de destinação licenciada, reforçada pela proximidade direta do condomínio com a represa que abastece parte da região.