O primeiro desafio é a proximidade da represa e seu efeito sobre o lençol freático. Lotes próximos a corpo d'água extenso como a represa Jaguari tendem a ter o lençol freático mais raso do que em terreno afastado da água, o que reduz a margem de segurança do sumidouro em período de chuva ou de nível mais alto da represa. Esse é um fator estrutural do próprio local, relevante para qualquer sistema individual instalado nas proximidades da margem.
O segundo é a instalação de apoio à atividade hípica, com baias, área de manejo e eventual vestiário próprio, que tem padrão de uso e de resíduo bem diferente de uma instalação puramente residencial — inclusive quanto à presença de material orgânico e sedimento que pode chegar a ralos e caixas de inspeção dessa área específica. Esse tipo de instalação exige um diagnóstico separado da residência principal, já que o sistema pode não ser o mesmo dos dois pontos.
O terceiro é a estrutura de apoio náutico próxima à margem, com vestiário, chuveiro externo e banheiro de apoio para quem usa a represa. Esses pontos costumam ter uso concentrado em fins de semana e período de temperatura mais quente, com pico de demanda bem diferente do uso constante e distribuído de uma residência, e o sistema que atende essa estrutura precisa considerar esse padrão intermitente e sazonal no dimensionamento da manutenção.
O quarto ponto de atenção é o uso em feriado e fim de semana de temperatura mais alta, quando tanto a atividade hípica quanto a frequência à represa aumentam de forma simultânea. Esse é o cenário de maior demanda combinada sobre as diferentes estruturas do lote — residência, área de manejo e apoio náutico — e o momento em que qualquer fragilidade não identificada previamente tende a se manifestar com mais clareza. Uma verificação preventiva antes da temporada de maior movimento na represa ajuda a reduzir o risco de sobrecarga simultânea dos sistemas.