O primeiro desafio é o solo com afloramento rochoso. Perto de formações como a Pedra Grande, é comum a camada de terra sobre a rocha ser mais rasa do que em outras regiões de Atibaia, o que limita a profundidade e a capacidade de absorção do sumidouro em alguns lotes. Um sistema dimensionado sem considerar essa característica específica do solo pode saturar mais rápido do que o esperado, mesmo com uso doméstico moderado, porque a água tem menos camada de terra para se infiltrar antes de encontrar a rocha.
O segundo é o relevo acidentado típico de zona de serra. Lotes com desnível acentuado, comuns nesse tipo de condomínio, exigem tubulação que acompanha o relevo, com trechos de maior inclinação e outros quase planos. Essa variação afeta a velocidade do escoamento ao longo do trajeto: em trechos mais planos, sedimento e material sólido tendem a se acumular com mais facilidade do que em trechos de maior declive, onde a água corre mais rápido e carrega o material adiante.
O terceiro é o acesso do caminhão de sucção em terreno de serra. Ruas internas de condomínio de encosta às vezes têm curvas fechadas e aclives que limitam a manobra de veículos maiores, e o ponto de sucção da fossa pode estar numa cota diferente da via de acesso. Verificar com antecedência se há alguma restrição de acesso no trajeto até o lote evita imprevisto no dia do atendimento, especialmente em lotes posicionados nos pontos mais altos ou mais baixos do condomínio.
O quarto ponto de atenção é a variação de profundidade da rocha entre lotes vizinhos, mesmo dentro do mesmo condomínio. Um lote pode ter afloramento raso logo abaixo da superfície, enquanto o vizinho, a poucos metros de distância, tem camada de terra bem mais profunda — essa diferença não é visível a olho nu e só se manifesta no comportamento real do sistema ao longo do tempo. Por isso, o histórico de manutenção de um lote vizinho não é referência confiável para prever o comportamento da fossa da própria unidade, e cada sistema individual deste condomínio merece avaliação própria.